terça-feira, 26 de maio de 2009

uma grande e triste essência


Uma essência de abandono, de esperas sem respostas, de amores seguidos de lágrimas.

Quando acordo, parece que a sensação de cuidar do próximo, ou talvez esse próximo já seja alguém bem fixo, penetra em minha mente. É como se eu tivesse essa 'missão' aqui, e não pudesse desapontar ninguém. Então, quando não cumpro essa minha responsabilidade (que talvez nem seja minha, mas que eu segurei como tal) sinto como se todas as pessoas em minha volta reparassem nos meus grandes defeitos, como se me achassem uma das pessoas mais pertubadas da face da Terra. É como se todos soubessem do que eu não gostaria de dizer, de deixar a mostra a olho nu. Aliás, a vida não é um livro aberto,
todos guardam segredos, responsabilidades que não gostam de comentar, manias, defeitos, qualidades que nem são citadas; mas nem todos precisam mentir pra manter todas essas coisas, principalmente quando se trata dos segredos. E aí entra a questão da essência que me perturba hoje, a essência do abandono desordenado, porque quando a pessoa que você mais ama mente, todo o vínculo é quebrado... não existem estatísticas para considerar o percentual, mas quando se vive algo assim, olhando de dentro e não de fora, você diz com a absoluta certeza que nada mais é o mesmo. E quando eu acordo, vem a mania de querer cuidar do teu sorriso para que ele ilumine tudo que há dentro de mim, só que eu não consigo mais ser assim... Minha mania de cuidar, se tornou uma mania de maltratar, de fazer essa ferida doer em você sem que ao menos você saiba que eu sei que houveram mentiras, e não foi só uma, nem duas, talvez mais... Você omitiu, e quando eu perguntei simplesmente negou. Eu não sou burra, eu te conheço mais do que você possa imaginar e isso está me matando nesse exato momento... Por favor, seja de novo aquela pessoa que amei, aquela pessoa que eu quis me dedicar, aquela por qual eu daria minha vida sem pestanejar, seja aquela pessoa que eu nunca abandonaria... que nunca me abandonaria.

Um abandono desordenado causado por mentiras, e eu estou me sentindo tão só nessa noite escura, tão só.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

uma via dolorosa


Mais uma amargura acompanhando a doce voz dela, com o sotaque que tanto adoro. Sempre as mesmas acusações, os desejos de morte, o tom de voz grosso e alto que eu tanto detesto, as comparações.
Não sei me expressar tão bem como gostaria, mas sei dividir. Eu a vejo todos os dias, a amo e a quero tão bem, mas sinto falta de uma parte de mim, aliás, vinte e três cromossomos meus vieram da parte dele, eu sou metade dele.. Eu sinto que preciso dele aqui, e tenho que suportar por causa dos dramas suportáveis. Deixo minha necessidade de lado, meus argumentos limitados, me calo agora de um forma que nunca consegui me calar, mesmo ouvindo as malditas acusações, como se eu fosse a culpada por tudo, como se eu tivesse que tomar mais dor para minha vida monótona, como se eu tivesse que odiá-lo por ter me deixado... Uma mágoa não basta?
Me calo, me suporto, seguro algumas lágrimas dentro do meu coração de vidro totalmente sólido, amargurado e tão frágil.
Preciso me libertar das acusações, das chantagens, da dor causada pelo amor.

Brigas... brigas por ciúmes, por escolhas, por uma palavra dita erroneamente, por querer passar DEZ dias com o pai. Brigas jogadas no meio de uma tarde calorosa, e ainda sim cinzenta. Brigas em vão, jogadas nos ladrilhos da calçada, dolorosas e mais dolorosas.

terça-feira, 12 de maio de 2009

o melhor a zelar.


É melhor evitar do que comparar, do que o olhar e até mesmo o desejo de estar. Muito melhor é evitar a tua presença, até mesmo as dirigências, o teu falar e o teu sorriso a me encantar.
Posso não sentir nada, mas o simples fato de ser como aquela velha mania de dizer que você foi feito pra mim me faz transbordar de pesos na consciência, me faz elevar o súbito da inocência... e eu ainda sinto que somos só amigos, e mesmo assim há um grande conflito, porque você é tudo que alguém um dia já desejou: tem suas manias, é engraçado, acredita no que eu acredito, é carinhoso e me dá mais atenção do que deveria dar...
E eu só tenho a lamentar, a evitar... é o melhor a fazer, o melhor a zelar.

Uma colher de sopa de fé.


Sentir-se disperso e sonhar acordado, apenas no ato de fechar os olhos e imaginar alguém do seu lado, sentir-se abraçado e um calor encobrir sua alma sem ao menos saber de onde essa sensação provém. Quem me dera se pudesse eu, adivinhar profundamente a origem dessa batida acelerada dentro do meu peito, e controlar esse perfume que vêm e vai, do nada. Se eu soubesse, poderia correr atrás e perfumar cada cômodo de casa, mas não sei o motivo, não sei a razão de tanta felicidade, de tanto doce aroma.
Me impossibilitaram de ir atrás do meu sonho desconhecido, ou ao menos, de conhecê-lo. Me falta agora uma pequena concha de esperança, ou melhor, de fé. Eu ainda posso saber que tenho potencial, mas se eu não fé, não irei para frente, não haverá progressão; Os meus sonhos se arruinarão, mesmo sem começo já poderão ter fim.
Meio contraditório, um fim de algo sem ínicio, mas tudo é possível aquele que crê, e até mesmo ao que não crê (as possibilidades são infinitas, mas só tem um mesmo objetivo, atingir o fim, para voltar ao ínicio e consertar tudo aquilo que já se foi, mas meu caro, lembre-se, o tempo não volta jamais, ele está distante de cada um de nós, fazendo seu papel, correndo contra o relógio e contra as nossas próprias memórias, estamos apenas aqui, parados esperando por uma oportunidade que talvez nunca chegue, ou chegou e fomos cegos ao ponto de não ver. Eis a questão, faça teu agora, para que não se arrependa, mas sempre com uma colher de chá de fé, se possivel, até mesmo uma colher de sopa. Fé nunca é demais quando se trata das nossas vidas, dos nossos sonhos e de um olhar futuro. Não haverá nada, se a nossa fé for esgotada)

Give me one reason to stay.


A morte nos surpreende, por isso costumo dizer que surpresas geralmente não são boas; Nunca esperamos certos fatos, e eles acontecem quando não podemos suportar, quando ainda somos pequenos e fracos demais.
As vezes me vejo morrendo, pode ser um grande pesadelo, ou uma realidade abstrata; Ou esse 'morrer' não seja uma morte física, talvez ela apenas simbolize a morte de algumas manias, de alguns defeitos, de alguns argumentos incrédulos, e especialmente de alguns sentimentos dolorosos, ardentes e descontentes.
Me vejo morrer, talvez não sei nem o porque. Penso ser insuficiente para viver só, e que a morte de alguns trouxe a minha própria tristeza e morte dos sorrisos constantes. Costumo ser agora mais inconstante do que nunca, digo algo e logo mais contrario o que havia saido de minha própria boca; Gosto de azul, depois de roxo, preto e branco, e depois abomino os dois unidos. Digo ser forte, digo ter fé, e depois reclamo, resmungo e digo que sou fraca demais, que não me suporto e que não aguentarei mais nada; Digo que quero dormir 24 horas seguidas, e quando acordo chego a me odiar pelo tanto que dormi. Extraio forças de dentro de mim para seguir em frente, e logo mais quero descansar, e deixar a preguiça me dominar.
Me vejo morrer, matar, me vejo lutar contra esses grandes defeitos e essas inconstâncias que me sobreveem todo o santo dia, extinguindo todo o tipo de detalhes que me fazem ser pior e só.

Por me ver assim, morrer, matar, desanimar, simbolizar tudo quanto é tipo de manias, por que não me vejo sem você? Estranho viver assim: segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos sem o teu abraço quentinho me envolvendo com a preocupação que me proporcionava um ego inabalável, que fazia com que eu eu me sentisse a melhor pessoa do mundo, a mais querida e amada, a mais forte, a maior menina de 4 anos que podia existir... Porque com você ao meu lado, eu pude suportar, eu pude acreditar em tantas coisas. Mas, fui pega de surpresa, e desaprovei qualquer tipo de mentira, qualquer tipo de dor prolongada... Daria meus dias pelos seus, você sabe melhor do que qualquer pessoa.

E agora meu destino é continuar com essas paranóias? Ficar sem você, depois sem aquela outra pessoa especial, depois sem aquele familiar tão amado, depois sem aquele amigo distante.
A morte vem, não só física, ela vem em muitos outros aspectos... E eu realmente estou sem pessoas que nem mortas estão, só distantes... longes de mim.

É muito importante demonstrarmos nosso amor, porque nunca sabemos o que nos aguarda no dia de amanhã... Se eu não demonstrei o suficiente, te digo: me vejo morrendo, porque o fim de todos aqui é a morte, mas eu sei... que um dia eu vou te encontrar. Te digo: eu te amo, e essas três palavrinhas mágicas são tão sinceras, pequenas, e ainda sim lindas, como grãos de areia, estrelas pequeninas em um grande céu, gotas de orvalho em uma manhã radiante.


Ainda acho que a morte surpreende, que ela machuca e dói. É como uma faca de dois gumes, é como um túnel que nos encontra seja lá aonde estivermos, um túnel escuro, que tem uma saída distante... E quanto mais andamos ao encontro dessa saída, mais ela se distancia, é como se a sombra desse túnel vagasse pelo resto de nossas vidas. Ainda me vejo morrendo, para esse mundo, para as manias bobas, para os grandes defeitos, mas ainda te imploro algo: Nunca morra dentro de mim, NUNCA (essa vai ser a única razão para que eu fique aqui, e ainda sorria um bocado).

O amor é uma companhia



'O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dele é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dele que não sei como o desejar.

Se o não vejo, imagino-o e sou forte como as árvores altas.
Mas se o vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dele.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dele no meio.'


O amor é uma companhia, Alberto Caeiro.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

palavras perdidas.


Asseguraste um amor imprescindivel, e eu fechei os meus olhos para viver algo que não seria possível.
Algo em mim, bem dentro de mim, dizia que nunca daria certo, e eu ainda insisto, persisto, em pensar em você. Dormi assim, persisindo em algo que eu deveria ter ignorado, ou simplesmente calculado e apelado para a razão.
Tento ser um pouco racional agora, e ainda assim... Onde está o teu sorriso que me fazia feliz mesmo quando eu não queria? Mesmo quando eu queria deixar toda a dependencia de lado, queria que você não fosse mais os meus sóis constantes; mesmo quando eu queria que sua voz não fosse mais melodia para meus ouvidos, porque quando você falava, era como uma música desconhecida que me fazia sonhar acordada, e porque você realmente me deixava sem ar, sem chão, só de me olhar. Queria que você saisse totalmente da minha cabeça, a cada instante que se passa, queria poder fugir daqui para não me recordar de você a cada passo que dou, queria que você não tivesse nunca dito aquelas três palavrinhas mágicas, queria realmente te deixar de lado, não me preocupar, mas não dá... Por que voce age assim? Por que voce some e aparece? POR QUE?
Me faça melhor, me faça só... Consiga lidar comigo pior do que está lidando, para que eu me acostume com essa ira dentro de mim, e me apegue a indiferença, simplesmente te esqueça... te peço, de dentro de mim... desapareça.
Falo comigo mesma agora: - Esqueça as três palavrinhas mágicas, esqueça as promessas, os feitos e receios, esqueça a mediocridade dos ciúmes, esqueça cada atitude imune.

(Promessas feitas, praticamente a mesma coisa que palavras perdidas. Quando uma promessa é feita, é praticamente a certeza de que aquilo ali é uma mentira, é declarar que algo já se foi, já acabou, e nem adianta pedirmos para que ele não se vá.
Palavras perdidas mais uma vez, o reconforto de acreditar nelas, de segurar as lágrimas por confiar em casa sílaba, em cada intensidade, em cada olhar e em cada abraço. A maldita coragem de acreditar em apenas palavras, e mais ainda, de descartar as atitudes, de deixar os atos totalmente de lados, sendo que eles também contam e muito.)
Amor não é só baseado nas palavras, amor é um verbo, ele requer ação, e é expressado muito bem em palavras e atitudes unidas.